sábado, 31 de maio de 2008

É Vulcabrás, mas não é Reebok. O Fla, agora, é Olympikus

Por Fernando Torres com foto de Fábio Borges / Vipcomm

As outras fontes estavam certas. A nova fornecedora de material esportivo do Flamengo é a Olympikus, pertencente à empresa Vulcabrás, mesma dona da Reebok brasileira.
Por cinco temporadas, o Mengão receberá R$ 105 milhões, 21 por ano. A Nike pagava R$ 9 milhões anuais. Além de fabricar os materias, a Olympikus deve ser a responsável pela construção do museu do urubu, prática já adotado pela Reebok em outros clubes como o Internacional.
Na foto, o presidente do Flamengo, Márcio Braga, e o vice-presidente de marketing rubro-negro, Ricardo Hinrichsen, mostram o protótipo da nova camisa.
Dê a sua opinião: o Flamengo fez a escolha certa, ao trocar Nike por Olympikus?

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Fla e Reebok acertam parceria

E o que estava por um fio acabou por romper. O contrato de fornecimento de material esportivo entre a Nike e o Flamengo, foi desfeito. A nova parceira do rubro negro é a Reebok, segundo afirmou uma fonte do clube.

O antigo contrato com a Nike vinha sofrendo sucessivos desgastes. Um dos principais motivos era o valor de R$ 5 milhões pagos por ano. Considerado baixo pelos padrões atuais, a diretoria vinha reclamando, também, da irregularidade no fornecimento dos uniformes de treino e de jogo.

Em uma palestra realizada na semana passada, na Universidade Estácio de Sá, da Barra da Tijuca, o vice presidente de futebol, Kléber Leite, afirmou que o clube havia recebido propostas da Olympikus e da Reebok, e que a Nike iria apresentar uma nova contra proposta.
Segundo informações, o material de treino da Reebok já se encontra na Gávea.

Às 18:20h - Em tempo: outras fontes garantem que a nova fornecedora de material esportivo será a Olympikus, a mesma da seleção brasileira de vôlei. Aguardemos cenas do próximo capítulo.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Um Riquelme x dois Thiagos. Empate na Argentina

por Marcos Benjamin

O Tricolor carioca não se intimidou no primeiro jogo (diga-se histórico!) diante do todo-poderoso Boca Juniors em Avellaneda. O empate em 2 x 2 com o Boca foi um resultado considerado excelente pelos tricolores. Mas com pés no chão, os próprios sabem que não ganharam nada, e ainda tem mais noventa minutos no Rio, cientes de que o Boca é mais forte quando joga como visitante.

No primeiro tempo, o jogo foi de igual para igual, Riquelme como sempre, desequilibrou. Roman é simplesmente imarcável. Arouca que o diga. No segundo tempo, o Flu inconscientemente se "apequenou", não por querer, mas sim pela pressão exercida dos Xeneizes. Foi aí que o jogador mais questionado do time nos últimos tempos apareceu. E salvou! Fernando Henrique foi um "monstro". Thiago Silva que me perdoe por usar o apelido no seu companheiro de time. Mas o goleiro foi excelente, acredito que sua atuação ontem além de ter sido histórica, foi a melhor de sua carreira. Fez pelo menos cinco defesas magistrais.

Já Thiago Silva, ao fazer o gol de empate, correu e se direcionou a torcida do Boca mostrando o escudo do time. Mostrando aos argentinos quem é o Fluminense. Afinal de contas, não acredito que foi desdenho dos hermanos, mas sim falta de profissionalismo de seus jornalistas e seus dirigentes pelo Boca não conhecer o Fluminense.

O Boca tem um Riquelme e o Flu tem dois Thiagos. Foram nesses personagens que o primeiro jogo foi decidido. Mas por favor, não esqueçamos de FH. O segundo jogo será no Maracanã, mais emblemático do que qualquer Bombonera. Promessa de jogão!

Faltou a frieza dos campeões

Por Fernando Torres / Foto de Maurício Val (Vipcomm)

Quando todos davam por finalizada a batalha, o guerreiro vascaíno aproveitou o rebote do arqueiro Magrão e deu novo gás ao balão dos sonhos cruzmaltinos. Normalmente, como aconteceu no Mundial de Clubes, na derrota para o Corinthians, Edmundo fecha o ciclo de cobranças de pênaltis. Desta vez, abriu. Coincidência? Não. Seu erro era provável, apesar de não desejado, e a esperança era ver algum jogador do Sport perder até o fim da seqüência. Nenhum rubro-negro desperdiçou e o Leão pega o Timão nas finais da Copa do Brasil.

Edmundo não pode bater pênaltis decisivos. Ele é um torcedor com a camisa. Fica nervoso e faz besteira. O Vasco caiu de pé, mas caiu. A festa foi linda, o Gigante empatou o placar somado e perdeu, mais uma vez, nos pênaltis. Este será, provavelmente, mais um ano sem título, mas a noite de ontem é motivo de orgulho para os vascaínos.

Edmundo não tem a frieza exigida pelas penalidades máximas. Falta, nestes momentos, o poder de cálculo dos campeões. O esporte é decidido por detalhes a cada dia menores. O time de São Januário lutou e acreditou até o último segundo. O Animal levou o time até os pênaltis e tirou dele a vitória, instantes mais tarde.

Não se trata de absolver Edmundo, mas o Vasco perdeu a vaga, no Recife, onde o próprio ídolo não jogou nada, Jorge Luiz fez um gol contra e Tiago aceitou um tiro disparado do meio da rua. O goleiro, aliás, deu mais uma aula de como se bate um pênalti. Não segurou nenhum. Contudo, é o mais indicado para ser o cobrador oficial porque é o melhor do time, na marca da cal. Já Edmundo deve ter alergia àquele ponto redondo e branco existente no meio da grande área.

O futebol, infelizmente, é feito de resultado

por Marcos Benjamin

E Cuca conforme já estávamos prevendo não é mais técnico do Botafogo. Não que sejamos ciganos ou demos uma de Pitoniza. A questão é simples e quem saca de futebol sabe, o futebol é feito de resultados.

Alexi Stival, chegou ao Botafogo em 26 de maio de 2006, estreando com uma goleada contra o Vasco por 4 x 0. Naquele ano, o técnico levou o alvinegro à Copa Sul-americana. Não é preciso lembrar o que aconteceu na mesma Copa do ano seguinte. River Plate, Falcao Garcia, Montenegro... Uma eliminação que dói até hoje nos alvinegros.

O fato é que o resultado não apareceu, mas os números são excelentes. Foram 138 partidas, com 70 vitórias, 38 empates e 30 derrotas. Em 2007, o Botafogo foi o time que na maior parte do ano apresentava o futebol mais vistoso, bem jogado do país. Mas, futebol é resultado (desculpem a redundância).

Será que o Botafogo perde tanto com a saída de Cuca do comando técnico? O desgaste é inevitável, e seria bom para o clube e melhor ainda para o técnico, a separação, quem sabe em outro momento este casamento seja reatado. Agora alvinegros fiquem atentos, o abatimento não pode se prolongar por muito tempo, o Brasileiro está a todo vapor.

Os telefones de Geninho e Ney Franco podem tocar a qualquer momento. Na Vila Belmiro, crescem a rumores de Cuca no Santos.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Quarta-feira importante

por Marcos Benjamin

Hoje é quarta. Dia da semana já corriqueiro em termos de relevância no calendário do futebol brasileiro, principalmente nessa época do ano. Hoje, três jogos importantíssimos agitarão o Brasil. Em São Paulo, Corinthians x Botafogo, prometem um jogão. A vitória mínima classifica o Timão, já o Glorioso joga pelo empate. Em São Januário, o caldeirão promete ferver, o Vasco tem a dura missão de conseguir a vitória por três gols de diferença contra o Sport. Disse difícil, mas não impossível. Destes dois jogaços sairão os finalistas da Copa do Brasil e conseqüentemente o próximo representante brasileiro que se juntará aos quatro primeiros do Brasileirão/08 na Libertadores do ano que vem.

Por falar em Libertadores, o jogo da principal competição sul-americana válido pela semi-final entre Boca x Flu em Buenos Aires, promete ser histórico, não só para os tricolores, mas também para edição da Copa deste ano. O jogo marca a primeira vez do clube portenho em uma Libertadores diante do Flu e também ficará registrado como a primeira vez dos tricolores em uma semi-final de Libertadores. Jogão!

Enfim, quarta-feira importantíssima para cinco clubes brasileiros: Fluminense, Botafogo, Vasco, Sport e Corinthians. Jogo histórico para o Fluminense, talvez o mais importante da história do clube. O jogo do ano para Vasco, Sport e Corinthians e jogo-chave para Cuca e seu Botafogo. Só para constar, o Santos está sem técnico. Agüenta coração!

terça-feira, 27 de maio de 2008

Uma semana em Buenos Aires

Publicamos, aqui, a mensagem enviada por Raphael Zarko, amigo do Blog "A Bola e o Gol".

Caro Fernando,

passei uma semana em Buenos Aires, quando, fanático como sou, tive a oportunidade de assistir a dois jogos na Bombonera: Boca x Cruzeiro e Boca x River.

Para mim e para toda a torcida cruzeirense, ficou claro o motivo pelo qual o Boca passeou mais uma vez em sua cancha: o Cruzeiro simplesmente tremeu e temeu o Boca. Se não fosse a péssima pontaria dos atacantes Palacios e Palermo, o "Zeiro" voltaria para BH com uns 4 a 0 na mala. Mas foi pouco. O 2 a 1 veio num gol de pura sorte dos mineiros.

A diferença toda num jogo desse de Libertadores é a seguinte: o Boca atacava com seus ou sete jogadores o tempo todo. Sendo assim, mesmo que falhasse na armação da jogada, a bola não saía dos seus pés. Mas essa situação foi facilitada pela escalação bizarra do Cruzeiro, que na ocasião jogou sem lateral-esquerdo...

O segredo do Boca, além de atacar e pressionar o tempo todo, na verdade, não é segredo para ninguém: Juan Roman Riquelme comanda todas ações em campo. E ele não joga lá na frente o tempo todo, por isso é mais difícil marcá-lo. Ele busca lá atrás a bola, se desloca mais ou menos como o Ronaldinho Gaúcho fazia na Barcelona para a esquerda. Atrai dois ou três com ele e, com um simples toque, corta-luz ou outra genialidade do tipo deixa alguém na cara do gol.

O Cruzeiro esteve apavorado. Não entrou em campo. Quando roubava a bola a devolvia em seguida com um chutão qualquer. Atacava, quando muito, com quatro jogadores, que, convenhamos, não são dos melhores para decidir um jogão desses. Infelizmente, de nada valeu o entusiasmo impressionante que a torcida deles (da qual fiz parte esse dia) demonstrou. Time brasileiro que chega lá é para ser massacrado. Não só para ganhar a Libertadores, mas para eles verem que os argentinos são melhores, que os brasileiros não são de nada etc.

Já Boca x River, o superclássico argentino, foi outro jogo. Fraco tecnicamente, de poucas boas jogadas, enquanto Riquelme e Ortega (este já com pouca perna) estiveram em campo, e decidido numa bola parada, outro ponto forte do Boca.

Amigo, posso te dizer o seguinte: os US$ 90 dólares que paguei para entrar foram muito bem gastos. Doeu no bolso, mas fiquei com a certeza de que dificilmente terei outra oportunidade de assistir a um jogaço desses. A rivalidade é impressionante, o astral, por si só, é completamente distinto do jogo contra o Cruzeiro.

Bom, era isso. Parabéns pelo site de vocês.

Grande abraço.


Raphael Zarko (
raphael.zarko@gmail.com)

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Seca continua...

Por Fernando Torres com foto de Paulo Sérgio / Vipcomm

O Expressinho empatou com o Botafogo, ontem, no Engenhão: 1 a 1, gols de Eduardo Luiz (foto) e Lúcio Flávio. O resultado foi considerado bom, pois nenhum titular jogou e a maior preocupação do Vasco é o Sport, adversário da próxima quarta-feira, em São Januário. Apesar do aparente clima de satisfação, o clube continua sem vencer clássicos locais, este ano. Em seis partidas, foram três derrotas e três empates, nesta ordem. O time terá, no Brasileirão, cinco jogos contra seus rivais cariocas e pode ainda enfrentar o Bota na final da Copa do Brasil, mas, até agora, a seca é total. Confira o retrospecto negativo.

Campeonato Carioca

02/02 – Vasco 2 x 3 Botafogo
17/02 – Flamengo 2 x 1 Vasco
23/03 – Fluminense 2 x 1 Vasco
06/04 – Vasco 2 x 2 Flamengo
12/04 – Fluminense 1 x 1 Vasco (5x4, nos pênaltis)

Campeonato Brasileiro

25/05 – Botafogo 1 x 1 Vasco

domingo, 25 de maio de 2008

Vitória importante para o futuro

Por Fernando Torres

O Flamengo conseguiu uma ótima vitória sobre o Internacional, no sábado (24/05), perante cerca de 30 mil torcedores, no Maracanã. O adjetivo pode parecer exagerado, pois o placar de 2 a 1 não mereceria tamanho elogio. Entretanto, o rubro-negro saiu vitorioso de um jogo de seis pontos. Enfrentou um concorrente direto no caminho até o título ou, no mínimo, a vaga na Copa Libertadores da América de 2009.

Em sua estréia no Maracanã com a presença de torcida, o técnico Caio Júnior entrou com o trio ofensivo Marcinho, Diego Tardelli e Souza. Toró recebeu a difícil tarefa de marcar Alex, principal articulador da equipe gaúcha, e até começou bem, mas o Inter aproveitou o espaço na entrada da área carioca e abriu o placar com o habilidoso e recuperado Nilmar.

Na volta do vestiário, Jônatas substituiu Jaílton. Este errou quase tudo, foi vaiado durante toda a primeira etapa e, se depender dos flamenguistas, pode começar a se despedir da Gávea. Visivelmente mais disposto, o Fla virou com gols de Marcinho e Souza. Os dois saíram para darem lugar a Renato Augusto e Obina, respectivamente.

O colorado teve incrível chance de empatar. Aos 25 minutos, Nilmar invadiu a área, driblou Bruno e tocou com a perna esquerda. Leonardo Moura se jogou na bola e salvou os três pontos, garantindo a invencibilidade do time no campeonato (sete pontos em três jogos) e a tranqüilidade até o confronto com o Fluminense, às 18h10min. do próximo domingo (1◦/06), no Maraca.

O Internacional perdeu a segunda consecutiva fora de casa (foi derrotado também pelo Palmeiras) e atuará pressionado contra o Sport, seu algoz na Copa do Brasil, no sábado, às 18h10min., no Beira-Rio.

Pesadelo ainda não acabou

Na arquibancada do Maracanã, uma faixa ganhou espaço cativo, após a eliminação da Libertadores frente ao América do México: "O Brasileiro é Obrigação." Neste fim de semana, o clube fez a sua parte.

Quando o Brasileirão entrar na reta decisiva, não haverá lamentos como "Lembra daquele jogo contra o Inter, no Maracanã? Se o Flamengo tivesse ganho...". Ganhou. Agora, as atenções se viram para os reservas tricolores, adversários da quarta rodada.

A bolinha e a raquete: Allez, Guga!

por Marcos Benjamin

Definitivamente o Brasil não soube aproveitar a "era Guga". Uma "era" que teve seu fim exatamente às 12h47 deste domingo, dia 25 de maio de 2008. Mesmo prevendo a derrota na primeira partida do torneio, o tricampeão do Grand Slam francês entrou em quadra ovacionado pela torcida e trajando o uniforme azul e amarelo - réplica do que usou no título de 1997, o primeiro da carreira. O brasileiro se despediu com a derrota para o talentoso francês Paul-Henri Mathieu por 3 sets a 0, com parciais de 6/3, 6/4 e 6/2 em 1h49. Soma-se ao currículo francês de Guga, 11 partcipações na competição, vencendo 36 partidas e apenas sendo derrotado em oito. Ele obteve um índice de mais de 80% no Grand Slam parisiense, sem contar que os anos de 2006 e 2007 o Manezinho não disputou a competição.

Já os números finais da carreira vitoriosa de Gustavo Kuerten impressionam. O catarinense soma em sua vitoriosa trajetória com praticamente 70% de vitórias no saibro (181 em 259 jogos), 68,4% em torneios do Grand Slam (65 em 95) e 64,7% em jogos ao longo da carreira (358 em 553). Ainda ganhou 17 das 29 vezes em que foi levado ao quinto set, incluindo-se aí a histórica virada sobre Michael Russell nas oitavas-de-final de 2001, até hoje o momento que ele próprio considera a partida mais emocionante de sua carreira. Seu único recorde negativo foram nos tiebreaks, em que ganhou 134 e perdeu 136.

O povo brasileiro e, em especial o Francês estiveram com Guga sempre. A único fato a lamentar é, e repito: o esporte brasileiro não soube aproveitar a "era Guga" da maneira que ela(ou ele) mais merecia, com paixão e dedicação!

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Brasil é berçário e asilo do Futebol

Por Fernando Torres (texto e foto)

“Sonho em encerrar a carreira no...” é um início de frase comum no glossário boleiro neste início de século. Basta colocar a mãozinha para fora do cercadinho. Dá um tapa no clube formador aos 17 anos, ainda bebê na escala de vida, e promete fidelidade eterna. Pura conversa fiada. Os empresários, assessores e o atleta ganham milhões, mas o torcedor fica na mão, acreditando nas juras de amor despejadas em um tom alegre e mentiroso. “O que vou falar? Vou ficar milionário e vocês ficam na furada? Preciso dizer que amo a camisa e prometer uma volta, mesmo que improvável”, ressalta o novo rico à própria consciência. “Quando será este retorno?”, perguntam os torcedores. “Quando ele ficar velho, correr pouco e ninguém mais o quiser”, responde o dirigente.


As discutidas negociações entre Edmundo e Vasco, Dodô e Fluminense, Ronaldo e Flamengo, Gallardo e Altético-MG, entre outras, são bravatas de maus administradores e aproveitadores da carência das torcidas apaixonadas. Voltam os cansados, enquanto vão embora, no fervor da forma, Alexandre Pato, Kaká, Juninho Pernambucano, Fred, Luís Fabiano, Júlio César, Cicinho, Breno. Outros estão a caminho. Morais, Renato Augusto, Alex Teixeira e Thiago Silva são alguns deles. O Futebol brasileiro vende o embrião, empregando mal este dinheiro, na maioria das vezes, e compra a carne passada, a pelanca rejeitada pelos grandes compradores.


Há, como em toda regra, exceções para este cenário. Não. O exemplo não é Adriano. O Imperador só ficou no São Paulo para uma rápida recuperação da auto-estima. Abre mão da farra, marca gols importantes e, na gíria das ruas, “mete o pé e vaza pra Zoropa”. O caso raro é o argentino Riquelme. Atuou pela Barcelona, sem sucesso, levou o modesto Villarreal ao cenário mundial com bons resultados no Campeonato Espanhol e na Liga dos Campeões da Europa e... foi para Milan ou Real Madri? Nada disso. Voltou ao Boca Juniors valorizado e com vaga cativa na Seleção Argentina, atual líder do ranking da Fifa. Ganhou a Copa Libertadores de 2007, passou breve temporada na Espanha e retornou a La Bombonera. Está no melhor momento da carreira e atua pelo clube do coração. Situação presente apenas nos sonhos dos fanáticos brasileiros.

terça-feira, 13 de maio de 2008

Eles ainda sonham...

Seguem, abaixo, os vídeos das torcidas dos times que ainda disputam a Copa Libertadores 2008.

FLUMINENSE


SÃO PAULO


LIGA DEPORTIVA UNIVERSITÁRIA / LDU (EQUADOR)


SAN LORENZO (ARGENTINA)


AMÉRICA (MÉXICO)


SANTOS


BOCA JUNIORS (ARGENTINA)


ATLAS (MÉXICO)

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Por que os brasileiros temem o Boca Juniors?


Por Fernando Torres (texto e foto)

Os números, desta vez, são mais importantes do que as opiniões.

De 1960 a 2007, a Copa Libertadores da América teve 48 edições. O Boca Juniors (ARG) tem 21 participações, jogou nove finais e faturou seis títulos: 2007, 2003, 2001, 2000, 1978, 1977. Eliminou brasileiros em todas as campanhas vitoriosas.

2007 – Derrotou o Grêmio (RS), na final, com vitórias por 3 x 0 e 2 x 0.
2003 – Derrotou o Paysandu (PA), nas oitavas-de-finais, com 0 x 1 e 4 x 2, e o Santos (RS), na final, com 2 x 0 e 3 x 1.
2001 – Derrotou o Vasco (RJ), nas quartas-de-finais, com 1 x 0 e 3 x 0, e o Palmeiras (SP), nas semifinais, com 2 x 2, 2 x 2 e 3 x 2, nos pênaltis.
2000 – Derrotou o Palmeiras (SP), na final, com 2 x 2, 0 x 0 e 4 x 2, nos pênaltis.
1978 – Derrotou o Atlético (MG), nas semifinais, com 2 x 1 e 3 x 1.
1977 – Derrotou o Cruzeiro (MG), na final, com 1 x 0, 0 x 1, 0 x 0 e 5 x 4, nos pênaltis.

Os clubes brasileiros ganharam 13 vezes a Copa Libertadores. O Boca Juniors só participou de duas destas edições. Em 2005, o São Paulo conquistou a competição e o Boca foi eliminado pelo Chivas Guadalajara (MEX), nas quartas-de-finais, com 0 x 4 e 0 x 0. Em 1963, o Santos de Pelé foi campeão sobre os hermanos com duas vitórias nas finais por 3 x 2 e 2 x 1.

Este ano, a equipe de Buenos Aires perdeu La Bombonera devido a um objeto lançado na testa do quarto árbitro, na partida contra o Cruzeiro, nas oitavas-de-finais. Mandará seus jogos no José Amalfitani, estádio do Vélez Sársfield. Pode ser uma vantagem para as pretensões de Fluminense, São Paulo e Santos, mas não é garantia de nada. Os mineiros precisavam de uma vitória por 1 a 0, no Mineirão, perderam por 2 a 1 e foram eliminados. Mais um brasileiro na lista dos boquenses...

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Americanazzo


Por Fernando Torres

Milhares de pessoas em silêncio. A revolta gritava, mas o som insistia em ficar preso no vácuo da garganta rubro-negra. Centenas de carros emparelhados formavam a maior carreata fúnebre do Rio de Janeiro, no século XXI.

O tráfego parecia não incomodar os motoristas. Nada de buzinas. Acelerações brandas ditavam o melancólico ritmo do trânsito tijucano. Os longos metros da Rua São Francisco Xavier serviam para alongar a reflexão quanto ao holocausto ocorrido minutos antes. Das arquibancadas e cadeiras do Maracanã partia o cortejo a entrar pelas ruas Isidro de Figueiredo e Jaceguai.

A Praça Varnhagem não enxergava comemorações. Só o lamento cresceu de seus canteiros. A tragédia de 58 anos atrás inspirou os adversários. Saem os uruguaios e festejam os mexicanos. Em 1950, chorou o país. Ontem, derramou-se uma de suas nações. A mais numerosa delas. Tão grande quanto o desastre.

Saio a comprar algo para comer e beber. A meia-noite já é passado. Os bares estão fechados. Somente na loja de conveniência de um posto de gasolina, na esquina da Avenida Maracanã com a São Francisco Xavier, ouço discussões acaloradas o bastante para suscitar olhares.

Em quatro dias, a torre Souza se transformou em pó-de-mico. Joel foi de papai a madrasta. Obina? O Xodó, agora, é bonde. Juan era rápido e habilidoso. Nos protestos à beira do caixa, é despreparado e imprudente. Até o chororô ganhou novas faces. A muralha Bruno precisará do apoio de Diguinho e Túlio. O lenço será compartilhado.

Os times vestem camisas distintas. Neste gramado das lamentações, em uma hora berra o Botafogo. Noutra, o América do México. Nestas últimas, o Flamengo. A mistura de idiomas revela a importância da vitória. E da derrota. O tombo foi grande. Machucou, calou e superou os autodenominados insuperáveis.

Partidas ligadas pela briga por uma vaga e separadas por uma semana. Dois cenários sagrados. Lá, na terra da tequila, show. Cá, no berço da caipirinha, tristeza. Muitas diferenças e uma só semelhança: o imponderável genial e renovado, o incrível, o carrasco da soberba. Senhores, com vocês, graças aos deuses, o Futebol.

Imagem: Montagem de Fernando Torres com fotos de Club América do México e Notimex

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Flu: uma queda de produção preocupante

Depois de ter feito a melhor campanha da primeira fase da Libertadores, o Fluminense visivelmente vem caindo de produção na principal competição sul-americana. A péssima atuação da equipe ontem no Maracanã diante do frágil Atlético Nacional, deixou o torcedor tricolor preocupado.

O jejum de gols de Washington, já são sete jogos sem balançar as redes, a inoperância de Thiago Neves, a falta de ritmo de jogo de Dodô, a insegurança de Fernando Henrique são fatores que estão contribuindo com a queda de produção do time tricolor. Mas existe algo estranho no reino do Laranjal. Desde o jogo ante o Vasco nas semi-finais da Taça Rio, que o Flu não vem bem. O que dizer sobre as duas alterações equivocadas de Renato Gaúcho em Meddelín, quando o treinador sacou Conca e Thiago Neves para colocar Maurício e Roger com o jogo nas mãos?

Somos humanos, todos tem o direito de errar. Ontem no Maracanã percebi a torcida do Fluminense irritada, impaciente, apesar de mesmo quando surgiam as vaias a outra parte da torcida tentava empurrar o time. Talvez a torcida tenha se acostumado com o show diante do Arsenal e esteja muito exigente. Ou talvez por não entender que vitória de 1 x 0 na Libertadores é goleada. Talvez seja um misto de tudo isso, mas o que não pode deixar de ser salientado é: O time não está bem e isso, preocupa e essa palavra, o talvez, está muito proferida entre o tricolores. Talvez seja a hora de unir forças, mesmo jogando mal. Talvez, quem sabe...

Antes que me esqueça: Palmas para o Roger, 100 jogos com a camisa Tricolor e sinônimo de dedicação, profissionalismo e amor ao clube. Merecidamente o melhor do jogo de ontem selado com o gol da vitória! Esse merecidamente não tem talvez!

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Competência coloca O BI NA mão do Flamengo



por Fernando Torres (Foto: Buda Mendes / Agência FERJ)

Chega desta lorota de iluminado, cagão e bunda para a Lua. Nas duas partidas decisivas do Campeonato Carioca 2008, Obina arrebentou com oportunismo, precisão e excelente colocação na área. Não é craque, não é jogador para os 90 minutos e tem dezenas de acarajés atolados na barriga. Mas brilhou por qualidade própria.

Ontem, com incrível merecimento, o Flamengo esmagou o Botafogo. A vitória por 3 a 1 foi regada a soberanias técnica e física. Joel arriscou ao voltar para o segundo tempo com Diego Tardelli e Obina no lugar de Cristian e Ibson. Seus “filhos” sufocaram o alvinegro e conquistaram o 30° título carioca da história rubro-negra. Agora, o clube da Gávea e o Fluminense são os maiores campeões desta competição.

Bruno engoliu o frango mais depenado desde a sua chegada ao Flamengo, mas o time de Cuca pareceu não acreditar. Estava tudo empatado, mas não houve empolgação. Wellington Paulista, Lúcio Flávio e Jorge Henrique, este um pouco menos, ficaram presos na barreira formada por Toró, Ronaldo Angelim e Fábio Luciano. Com espetacular sentido de localização, no início da segunda etapa, Obina desviou e tirou a bola do alcance de Renan, goleiro de apenas 18 anos e capaz de colocar Castillo no banco.

A empáfia botafoguense continuou e Juan aproveitou para invadir a área e rolar para trás. Souza passou batido e Diego Tardelli virou. Eufórico, o Fla partiu, definitivamente, para cima e foi recompensado. Replay do primeiro jogo? Quase. Só a lateral do campo foi diferente. O mesmo Tardelli usou a velocidade para entrar, desta vez pela esquerda, e cruzar, rasteiro, na área. Onipresente, forte, rápido e matador, Obina completou e iniciou a festa pelo título. Levantou a camisa, mostrou os quilos a mais e caiu, novamente, nos braços da torcida rubro-negra. Nada de gol de anjo nem gol de placa. Gols de Obina, o artilheiro das finais.

Ficha técnica
Nome: Manuel de Brito Filho (Obina)
Data de nascimento: 31/01/1983
Local de nascimento: Vera Cruz (BA)
Altura: 1,83m

Clubes
2001: Vitória (BA)
2003: Fluminense (BA)
2003: CRB (AL)
2004: Vitória (BA)
2004: Al Ittihad – Arábia Saudita
2005: Flamengo (RJ)

Títulos
Campeonato Baiano: 2004
Copa do Brasil: 2006
Taça Guanabara: 2007, 2008
Campeonato Carioca: 2007, 2008